terça-feira, 29 de março de 2011

Nazi-fascistas

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Os regimes fascistas foram alternativas drásticas para preservar o capitalismo em época de crise. A burguesia temerosa de revoluções socialistas apoiou governos com características nacionalistas, militaristas e autoritárias.

Características:

• Nacionalismo exacerbado, culto à personalidade do líder, anti-liberalismo, anti-comunismo, unipartidarismo, militarismo.

Fascismo Italiano:

• Benito Mussolini liderou o movimento fascista que cresceu em meio a crise econômica e social gerada pela Primeira Guerra . Com promessas nacionalistas e militaristas de resgatar a grandiosidade do antigo império romano, teve amplo apoio da Igreja e da burguesia, temerosas de uma revolução socialista. Chegou ao poder em 1922 após a “Marcha sobre Roma”. Implantou um regime ditatorial com censura a imprensa,controle ideológico, eficiente propaganda, repressão aos movimentos sociais e leis trabalhistas corporativistas (Carta Del Lavoro).

O Nazismo Alemão:

• Causas da ascensão: crise econômica, humilhações do Tratado de Versalhes, fragilidade política da República de Weimar, apoio da burguesia com medo do comunismo. Em 1923 houve uma tentativa frustrada de golpe de estado Putsh de Munique)
 onde Hitler foi preso e na cadeia escreveu o livro “Minha Luta” (Mein Kampf). 

• Com a crise mundial de 1929, o Partido Nazista cresceu sob o comando de Hitler, líder carismático e brilhante orador. Em 1933 foi nomeado chanceler pelo presidente Hindemburg. Com a mote deste, tornou-se o fuhrer (líder) e ditador. Com apoio de uma eficiente propaganda, comandada por Goobels, Hitler manipulou as massas e implantou um Estado Totalitário que implantou a “banalidade do mal” com práticas de racismo, anti-semitismo, campos de concentração e extermínio, culminando com o Holocausto durante a Segunda Guerra.

O fascismo em Portugal (1933-1974): 

• Chamado de Estado Novo, foi liderado por Oliveira Salazar, teve apoio católico, prometia resgatar a grandiosidade do passado colonial, era corporativista. 

O fascismo na Espanha:

• Liderado por Francisco Franco, foi implantado após a vitória da Falange na Guerra Civil(1936-1939), conflito que foi o ensaio para a Segunda Guerra. Comunistas, republicanos e socialistas apoiaram a Frente Popular, mas foram derrotados pelo apoio dos países fascistas Itália,Portugal e principalmente Alemanha a Franco. Esta guerra inspirou obras de arte como a pintura “Guernica” (Picasso), o livro “Por quem os sinos dobram” (Ernest Hemingway), além de poemas de Garcia Lorca e livro de George Orwell.
Por: Don Raffaè Pajata.

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URSS na primeira metade do século XX

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Resumo da história da URSS

1905 - 1917
Guerra russo-japonesa de 1904 provoca Revolução de 1905, Czar é obrigado a fazer concessões à Duma (Parlamento). Em 1906 inicia-se a contra-revolução e o czar recupera seus poderes autocráticos. Rússia na guerra mundial contra o Império alemão e austríaco (1914-18). Derrota russa e dissolução do exército. Agitação nas trincheiras e na cidades. Greves operárias e motins de fome.

STÁLIN

1917
Revolução de fevereiro em S.Peterbsurgo. Prisão do czar. Formação do governo provisório (príncipe Lvov e depois Kerenski). Retorno de Lenin do exílio. Acirra-se as diferenças entre mencheviques e bolcheviques. Golpe de estado bolchevique (em 25 de outubro). Derrubada do governo provisório, formação do governo dos sovietes. Início da ditadura bolchevique. Lenin chefe de estado e presidente do Comitê Central do Partido Bolchevique. Negociações de paz (Tratado de Brest-Litovsk) com a Alemanha para retirar a Rússia da guerra.

1918 - 1921
Guerra civil entre Vermelhos (bolcheviques) e Brancos (czaristas). Fuzilamento do czar e de sua família em Ekaterinburgo. Comunismo de Guerra (política de expropriações forçadas) País arrasado pela guerra. Criação da Tcheka (GPU). Fundação da IIIº Internacional socialista (Komintern). Trotski lidera o Exército Vermelho na vitória. Novo Manifesto Comunista. Ditadura do Partido Comunista sobre todo o país

1921 - 1924
Rebelião dos marinheiros do Kronstat. Fim do comunismo de guerra. Nova Economia Política: restauração de práticas capitalistas e abertura aos investimentos estrangeiros. Mudança definitiva da capital de Petrogrado para Moscou. Lenin líder absoluto do partido e do estado. Morte de Lenin (em janeiro de 1924). Petrogrado é rebatizada como Leningrado

1924 - 1928
Troika assume no lugar de Lenin (Stalin, Zinoviev e Kamenev) Trotski
 é excluído. Rivalidade entre Stalin (“socialismo num só país”) e Trotski (“revolução permanente”). Trotski e Zinoviev são banidos, proclamação do “socialismo num só país”. Início da autocracia de Stalin.

1929 - 1936
Planos Qüinqüenais. Projeto de industrialização acelerada do país. Coletivização das terras (kolkozes e solfkozes), eletrificação total, indústria pesada e controle sobre consumo. Campanha de educação elimina com analfabetismo. Formação de técnicos e administradores em massa. Tecnocracia apoiada por Stalin afasta os militantes partidários.

1936 - 1938
Grandes expurgos. Elite do Partido , do Exército e da Policia Secreta (NKVD) é eliminada. Processos contra Bukarin, Radeck, Piatakov e Tukashevski. Yezov e Iagoda.coordenam o Grande Terror (800 mil fuzilados). Ascensão de L.Beria (segundo homem mais importante). Domínio socio-politico da tecnocracia e da burocracia partidária que se materializa na autocracia stalinista

1939 - 1941
Pacto Germano-soviético de não-agressão (Pacto Ribbentrop- Molotov). Stalin acerta-se com Hitler em torno da Polônia (que será partilhada por ambos em 1939) e assina acordo econômico com a Alemanha nazista (máquinas e equipamentos por matérias-primas).


Béria, Molotov, Stalin, Voroshilov e Timoshenko

1941 - 1945
Invasão nazista destruiu Rússia ocidental: 20 milhões de mortos. Contra-ofensiva soviética iniciada em 1943 leva à conquista de Berlim. Todo o leste europeu cai sobre controle soviético. Partilha da Alemanha com aliados ocidentais. URSS super-potência mundial rivaliza com os E.U.A.

1945 - 1953
Guerra fria. Stalin retoma controle autocrático. Expurgo dos valores ocidentais.Apogeu do Culto à Personalidade. Ampliação do GULAG (sistema de campos de concentração). Política de reconstrução acelerada e corrida armamentista. Deslocamento de povos e etnias suspeitas de colaboracionismo. Bomba atômica soviética (1949). 

Morte de Stalin provoca comoção nacional. Início do “degelo”. Em 1956, Krushev denuncia Stalin e sua política no 20º Congresso do PCURSS. princípio da desestalinização.
Por: Marcelo Mourão

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Revolução Russa

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No início do século XX a Rússia era um país pobre e atrasado tecnologicamente. Era conhecida como o "celeiro" da Europa, por apenas exportar cereais para todo o Velho Continente. 80% de sua população economicamente ativa vivia no campo, em muitas regiões sequer se conhecia o arado. Os camponeses viviam na miséria. Trabalhavam, com a temperatura em torno de -25oC, com roupas de trapo e bota de papelão, enquanto o czar vivia acalentado luxuosamente. 

O povo não agüentava mais e, em janeiro de 1905, os mujiques (camponeses), operários e demais pessoas da comunidade organizaram uma passeata em São Petesburgo, liderados pelo padre Gapon, da Igreja Ortodoxa Russa. Nessa passeata levariam ao czar Nicolau II um documento clamando por alguns direitos sociais e contando ao querido czar a situação do povo russo. 

Acreditavam que Nicolau II não sabia que o povo russo passava fome e vivia na miséria e que, quando lesse a carta, ele livrar-se-ia dos assessores maus e os ajudaria. Nesse clima de paz crianças, mães com filhos no colo e homens humildes iam, calmamente, cantando músicas religiosas, em direção ao czar. Porém, este, ao ver o povão reunido, considerando isso uma insolência, não quis nem saber de conversa e ordenou aos cossacos, tropa de soldados imperial, o imediato extermínio de todos. Os cossacos se postaram e, ao grito de permissão para atirar, coloriram de vermelho a branca neve que pisavam. 

A cavalaria completou o massacre cegando, com furos no olhos, as crianças e mutilando o ventre das mulheres grávidas. Gigantescas valas foram abertas para despejar os corpos, que eram removidos por dezenas de caminhões. Milhares morreram cruelmente, porém os ricos da Rússia não tiveram seu dinheiro e privilégios abalados. Esse foi considerado o "Ensaio Geral" para a Revolução Russa de 1917. 

Veio a Primeira Guerra Mundial e a situação de miséria da Rússia piorou ainda mais. Fome, epidemias e a prática de violências provocada pela miséria espalharam-se por todos o país. As passeatas contra Nicolau II multiplicavam-se e suas tropas, cansadas da guerra provocada pelos ricos e por seus interesses, desertava em número cada vez maior, e tomavam o lado do povo. A situação tornara-se insustentável. 

Em 8 de março de 1917 (27 de fevereiro no antigo calendário russo) o czar foi derrubado. Instaurou-se um governo provisório comandando pela burguesia russa, classe social mais bem organizada no momento. Foram abolidas a censura à imprensa e a pena de morte aos que praticassem crimes políticos. Todos os partidos tiveram direito de manifestação. Porém, em julho, o governo provisório, então liderado por Lvov, tentou reprimir manifestações bolcheviques e acabou caindo. Seu substituto foi Alexander Kerenski. 

No entanto, os imperialistas anglo-franceses não estavam gostando muito dessa revolução. Tinham, entre outros, medo de que a Rússia saísse da guerra. Então apoiaram o general Kornilov numa tentativa de golpe de Estado para instituir uma ditadura de extrema-direita. Kerenski, apoiados pelos bolcheviques, que consideravam uma ditadura ainda pior que o já ruim governo provisório, permaneceu no poder. 

Mas Lênin, que havia retornado à Rússia em abril, aproveitou para organizar a sua tomada do poder. Apoiado por Trotsky, Lênin dizia que o governo provisório era um instrumento de dominação da burguesia. E na noite de 6 para 7 de novembro de 1917 as forças bolcheviques, constituídas por soldados e operários armados tomaram o poder. Lênin logo tirou a Rússia da guerra através da assinatura do tratado de Brest-Litóvski. Além disso Lênin rapidamente eliminou os latifúndios, decretou o controle operário sobre as fábricas, declarou o monopólio estatal do sistema financeiro, do sistema de crédito e das exportações. Estava formado o primeiro estado socialista.
Nesse momento, Lênin diz que a Rússia revolucionária socialista não reconhece nenhuma dívida contraída pelos governos anteriores => "Calote Mundial". Ela deu o calote, se fecha, mas se torna auto-suficiente.
Com relação à Paz, Lênin vai chamar os alemães e vai tirar a Rússia da guerra através do Tratado de Brest-Litovsk. Tudo que os alemães pediram, o Lênin deu, pois este havia prometido paz ao povo.

Fases da Revolução Russa

Começa a Comunismo de Guerra (1918/22): os boiardos e os kulacs vão ser obrigados a deixarem suas terras => a partir de 1917 começa a reforma agrária e todas as terras vão pertencer ao Estado Russo => é o socialismo marxista. Mas, eles não vão aceitar de início, então: "A força é parteira de toda sociedade grávida de uma nova sociedade" => para  que essa nova ordem apareça, será necessário fazer uma matança: de 1918 a 22 foram mortos 22 milhões de russos que resistiram à entrega de terras. Eram russos socialistas (vermelhos) contra russos capitalistas (brancos).

Ao mesmo tempo que isso acontece, os países que perderam seus investimentos (EUA, Inglaterra, França) não vão permitir que tudo aconteça pacificamente => vão tentar invadir a Rússia e esta não pode permitir => ocorre uma grande Guerra Civil (com 22 milhões de mortos) e uma grande desorganização da produção. Nessa guerra, as potências aliadas apoiaram os brancos e essa guerra só vai terminar em 1921 com a vitória dos vermelhos.

Lênin, que decretou o fim da propriedade privada, está numa situação difícil => fez a socialização total dos meios de produção e isso gerou confusão: ninguém sabe a quem pertence a terra, quem produz na terra e para onde vai essa produção. Aí, ele discute com Trotsky sobre o que deveria ser feito, a idéia foi de que deveria-se recriar a pequena propriedade privada, enquanto as grandes fazendas continuariam sendo organizadas sob o molde socialista. Esta estratégia foi chamada de Nova Política Econômica (NEP - 1922/28), era algo muito arriscado => Lênin havia matado 22 milhões de habitantes, mas como tinha errado, recriou a pequena propriedade. Na hora de explicar, ele vai dizer que a NEP era "um passo atrás, para dar dois passos à frente" => o passo atrás é a recriação e os 2 passos adiante é que depois de organizada a economia, seria possível realizar a socialização completa e a total planificação da economia. De 1922 até 28, a NEP funcionou 100%. Em 1928, já organizada a produção nas grandes fazendas, Stálin (Lênin já tinha morrido) decreta a socialização completa, então volta a haver todas as propriedades pertencendo ao Estado.

Quando isso acontece, surgem os chamados Planos Qüinqüenais (1928/89) => numa economia planificada (planejada), estabelece-se um período, no caso 5 anos, onde varias metas de produção (desde a indústria até a agricultura) deveriam ser atingidas. Como a Rússia era um país mal organizado, existiam vários espaços dentro desta que ainda não tinham sido ocupados pela economia, então os primeiros planos vão ocupar totalmente esses espaços que ainda existiam. Foi por causa desses espaços que os primeiros planos tiveram sucesso absoluto (aumento de 100% do PIB em 5 anos). Depois que essas áreas forem ocupadas, a União Soviética deixa de crescer.
LÍDERES :

Lênin (1917/24): era o pai darevolução Russa, era marxista (marxista leninista - tentou implantar sua forma de fazer marxismo. Ele é um intelectual. Vai ter um adversário: Trotsky, também era intelectual e existia um menos intelectual (Stálin). Enquanto os outros 2 não davam valor a Stálin, este foi construindo uma máquina política, dentro do Estado Soviético, muito forte => ele vai ser secretário geral do Partido Comunista Soviético e isso vai lhe dar muito poder, logo ele já estaria fazendo uma polícia secreta soviética, a KGB.

Lênin tem um derrame em 1924 e fica parcialmente paralisado. Ele tem medo de Stálin porque este é meio paranóico (louco, esquizofrênico), ele acha que as pessoas o perseguem e, além disso, era muito violento. Com isso, Lênin escreve um bilhete para Trotsky dizendo que era para não deixar Stálin assumir o poder. Mas, como Stálin tinha uma rede de espiões, esse bilhete foi interceptado, aí ele vai visitar Lênin e minutos depois este morre.

Aí sobram Trotsky e Stálin. Trotsky achava que deveriam levar a revolução para fora da União Soviética (estava isolada do resto do mundo através da Política do Cordão Sanitário), implantar o socialismo em todo o mundo. Já Stálin dizia que isso era impossível, pois se tentassem fazer isso, eles "dariam o troco" e a URSS desapareceria.

Com a disputa, Stálin se irrita e expulsa Trotsky da URSS (1929) que sabe que vai morrer, então foge para o México e, lá, em 1940 a KGB descobre-o e mata-o.

Com essa esquizofrenia, Stálin conseguiu eliminar toda a oposição e é por isso que conseguiu governar tanto tempo (1924/53). Todas as pessoas que começavam a ter poder, Stálin o matava => ele acusava a pessoa de contra-revolucionária, traidora e capitalista; obrigava a pessoa a assinar uma declaração (para que a família inteira não fosse morta) e em seguida esta morria. Quando ele morrer, já vão ter morrido 45 milhões de mortos sob o seu governo. Mas, em compensação, é o seu exército vermelho que vai matar Hitler.

Quando Stálin assumiu (1924), a  URSS era um país super atrasado e quando ele morrer (1953), ela já vai ser uma super-potência nuclear.

A única pessoa que vai sobrar será seu secretário Nikita Kruchev. Ele só sobrevive porque era feio, gordo, ridículo, careca e desajeitado => não representava uma ameaça.
 ** Relação entre 1.ª GM e Revolução Russa: a Rússia, entrando no conflito, agravou seus problemas internos (pobreza, miséria, etc.) e as perdas da Rússia na I GM foram muito grandes, então a entrada dela no conflito fez com que o processo revolucionário fosse deflagrado. As duas acontecem ao mesmo tempo e a Rússia só sai da I GM quando Lênin chega ao poder.

 ** Comunismo de Guerra e NEP: a propriedade privada foi extinta, os russos proprietários se negam a vender a propriedade, então começa uma guerra civil. Na guerra civil, França, Inglaterra e Estados Unidos tentam invadir a Rússia porque tinham investimentos (empréstimos) que não poderiam ser perdidos, então eles vão tentar apoiar os russos brancos (capitalistas); nesse conflito morrem 22 milhões de pessoas. Ocorre uma grande desorganização, aí Lênin pára tudo, impede a invasão e cria a fase da NEP (Nova Política Econômica) que visa reconstruir a União Soviética, reconstituindo as pequenas propriedades (vão produzir em ritmo capitalista, suprindo a necessidade da população) e organizando as grandes. Quando as grandes já estiverem organizadas pelo Estado, extingue-se as pequenas e tudo passa a ser do governo: ocorre a planificação total. A NEP foi um passo atrás (recriação das pequenas propriedades privadas) para dar dois passos à frente (houve a organização, planificação e posterior desenvolvimento).
A Rússia é um país enorme, que tem uma população de 176 milhões de habitantes (a soma da população da Alemanha, França e Inglaterra não chega nem na metade da Rússia).

Apesar de grande, é um país muito pobre, é agrícola, produz principalmente o trigo. Possui enormes latifúndios nas mãos de homens chamados Boiardos (são aristocratas russos). Os boiardos eram aliados do imperador russo que tem o título de Czar. Trabalhando nas terras dos boiardos, tem os Mujiques (camponeses - muito pobres). Existem pequenas propriedades, pequenos comerciantes, uma espécie de burguesia agrária chamada de Kulacs. Esses 3 se odeiam - há uma grave pressão social dentro do país, muita pobreza.

Quem governa a Rússia, pertence à dinastia dos Romanov. O imperador que está no poder e pertence a essa família é chamado de Nicolau II (nunca se interessou pelo governo porque assumiu o trono muito novo).

Em 1905 ocorre o Ensaio Geral: os mujiques foram para o Palácio (onde hoje é a Praça Vermelha) pedir para o imperador dar comida a eles e este manda o exército matar todo mundo. Começa uma grande revolta e nesse momento um navio: o encouraçado Potemquin começa também a fazer movimentos. Tem esse nome porque acontece a mesma coisa em 1917. O Ensaio Geral não deu certo porque boiardos e kulacs fizeram um acordo e o imperador volta a ter poderes => não foi possível realizar a revolução burguesa russa.

Para piorar a situação, Nicolau II resolve entrar na 1.ª Guerra Mundial. De cada 20 soldados que morrem na guerra, 8 são russos. Isso significa que o russo não estava preparado para o conflito, mas o imperador não se preocupa. Nesse momento em que morriam muitos russos, a burguesia (kulacs) mais uma população de esquerda (marxista), acabou formando um pacto e resolvem derrubar o imperador. Acontece então, uma revolução burguesa que é chamada de Revolução Menchevique (minoria). Ela vai ser dirigida por Kerensky. Isso acontece em março de 1917. Tudo que os burgueses prometeram (terras, comida, tirar a Rússia da guerra) não foi cumprido.

Então, em outubro (novembro no nosso calendário) de 1917, acontece uma segunda revolução. É a Revolução Bolchevique (maioria). Existe um homem chamado Lênin que é o líder da revolução e promove o lema: "Paz, Terra e Pão" => Paz (saída da Rússia da Guerra), Terra (Reforma Agrária) e Pão (comida para todo mundo) => vai ter um amplo sucesso de adesão aos seus princípios. Outro lema de Lênin é: "Todo poder aos sovietes". Sovietes são assembléias populares formadas por soldados, camponeses e proletariado.

CONCEITO GERAL:  
Movimento social ocorrido na Rússia em 1917 que levou ao poder pela 1ª vez na história a classe operaria implantando o socialismo de Karl Mark. 

Características Gerais: 

Causas: 
Empobrecimento do povo russo notadamente no campo 
Fome, gravíssimas injustiças sociais 
Abraso tecnológico e militar 
Entrada da Rússia na 1ª guerra mundial e as sucessivas derrotas 
O fraco poder da Duma 
A criação do soviets 
A Revolução de fevereiro de 1917 se mostrou ineficaz 
A divisão do movimento operário russo em mecheviques e bolcheviques  

Principais acontecimentos e características: 
Lênin defende em abril todo poder aos soviets e paz, terra e pão 
Trotsky organiza o exercito vermelho
Os bolcheviques tomam o poder a 25 de outubro  
O comunismo de guerra bolcheviques X brancos 
A saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial (Brest-Litovsk) 
A NEP doses de capitalismo no socialismo 
A morte de Lênin e o confronto Stalin X Trotsky 
Criação dos planos qüinqüenais Stalin o consolidador da URSS e “traidor” da causa socialista   
Guerra fria  
Decadencia 
Glasnort e a Perestroika 
Fim da URSS  
Conseqüências: 
Fortalecimento dos movimentos operários em todo mundo inclusive no Brasil   Criação de partidos comunistas em todo mundo inclusive no Brasil (1922) Implantação do socialismo na China e em outros paises do mundo Criação por parte da burguesia da idéia do perigo vermelho em todo mundo Tentativa em varias partes do mundo da implantação de governos socialista
Por: Professor Nandinho

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Fim da URSS

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A estagnação econômica a partir de meados da década de 1970, aliada à corrida armamentista, coloca em evidência as deficiências e distorções estruturais da sociedade soviética e a necessidade de reformas urgentes. A URSS enfrenta dificuldades crescentes para manter sua hegemonia na Europa Oriental, recua na Ásia, África e América Latina e naufraga no Afeganistão. 

Fim da URSS

Perestroika
Movimento geral de desestalinização adotado a partir da ascensão de M. Gorbatchóv á secretaria geral do PCUS (11 de março de 1985) e que ao lado da glasnost (transparência), provocou reformas fundamentais em toda a vida soviética.
A perestroika, ou reconstrução econômica é iniciada em 1985, logo após a instalação do governo Gorbatchóv. Consiste num projeto ambicioso de introdução de mecanismos de mercado, renovação do direito à propriedade privada e diferentes setores e retomada do crescimento. A perestroika visa reduzir os monopólios estatais, descentralizar as decisões empresariais e criar setores comerciais, industriais e de serviços nas mãos de proprietários privados nacionais ou estrangeiros.

O Estado continua como principal proprietário, mas é permitida a propriedade privada em setores secundários de produção de bens de consumo, comércio varejista e serviços não-essenciais. Na agricultura é permitido o arrendamento de terras estatais e cooperativas por grupos familiares e indivíduos. A retomada do crescimento é projetada por meio de conversão de industrias militares em civis, voltadas para a produção de bens de consumo, e de investimentos estrangeiros.
Glasnost
Na antiga URSS, política de transparência que tinha como objetivo permitir uma renovação da vida pública.
Por: Anderson Vidal Barbosa

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Muro de Berlim

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O que produziu este muro, tão controvertido? Quando começa a história toda? As acusações partem dos dois lados, Estados Unidos e Rússia. Em Yalta, 1945, os quatro aliados decidiram de comum acordo a divisão quadripartida de Berlim, levando em conta sua importância histórica e o símbolo que representava para o povo alemão. 

Afirma-se que os soviéticos não assinaram os acordos muito a gosto. Afinal, Berlim estava inteiramente dentro do seu território, deveria ser sua sem maiores discussões. Os ajustes nunca foram fáceis, as arestas sempre existiram e à medida que os norte-americanos começaram a se distanciar, as coisas se complicaram. Logo em seguida à vitória, os russos imediatamente procederam ao desmonte de mais de quatrocentas usinas, procurando reconstituir em seu país o potencial industrial, seriamente danificado com a guerra. 

Setenta por cento das empresas localizadas em Berlim foram "exportadas", ocasionando um primeiro atrito entre EUA e URSS. Esta, por sua vez, acusou seu aliado de não cumprir com rigor o acordo de desmilitarização da Alemanha, o que também era verdade. Norte-americanos não andavam tão interessados nisso, com o olho no futuro. Com Truman, em 1947, delineiam-se fortemente os contornos da guerra fria. 

O esquema era: as potências ocidentais tinham medo da crescente influência soviética na Europa e necessitavam de um aliado leal para se opor a isso. Uma troca: a América ajuda a Alemanha a se reconstruir, a Alemanha auxilia a América a conter o comunismo. O plano Marshall derramou milhões de dólares nas zonas de ocupação inglesa, francesa e norte-americana, mais tarde território da RFA. Em 1948, os três aliados fizeram uma reforma monetária em seus territórios, visando incluir a Alemanha ao sistema econômico ocidental. Era a separação. 

A reação soviética não se fez esperar. Retiraram-se do comando aliado de Berlim e bloquearam a cidade por terra, além de cortarem todo o suprimento de eletricidade. Única ligação possível: via aérea. Os historiadores acreditam que a partr deste instante Berlim se tornou definitivamente dividida. Até então, esta divisão era, vamos dizer, abstrata. 

Sabia-se que estava passando de um setor para outro, do mesmo modo que, no Rio de Janeiro, percebemos as diferenças da Zona Norte e Zona Sul. A tensão cresceu. Com o btoqueio, os aliados ocidentais tiveram que estabelecer uma ponte aérea para abastecer a cidade. Operação fantástica: durante 322 dias foram realizados 277.728 vôos que transportaram 1 milhão e 600 mil toneladas de alimentos. A cada 24 horas, subiam ou aterrisavam 1344 aviões, a base de 1 a cada minuto. Um dos reflexos deste bloqueio é que até hoje existe em Berlim Oeste um estoque permanente de alimentos, para serem utilizados em situação de emergência. O estoque é renovado de tempos em tempos e o velho é vendido à população a preços de saldo.
Levantado o bloqueio, quase um ano depois, já havia duas cidades. As ligações telefônicas foram cortadas. Mais tarde, em 1953, as linhas de bondes e ônibus mudaram. Os passageiros iam até os limites das zonas de ocupação, desciam, tomavam outra condução, algumas quadras além. 

Os veículos particulares viviam sob intensa regulamentação. Só quem andava a pé podia circular livremente. Os problemas se agravaram com a revolta de 17 de junho de 1953. Insatisfeitos com o aumento excessivo das normas de produção para os trabalhadores, os operários se levantaram, em protesto. Manifestação reprimida brutalmente pelos tanques soviéticos, o que gerou revolta e protestos não apenas em Berlim, mas em toda a Alemanha. Em 1958, Kruchev faz uma tentativa, no sentido de tornar Berlim uma cidade livre, com os aliados abandonando o lugar. Três anos depois, Kennedy reafirmou as condições fundamentais que regem a atitude ocidental em relação a Berlim: direito da presença aliada, direito de acesso e direito dos berlinenses decidirem o próprio destino. O desencontro dos pontos de vista era cada vez mais agudo. 

A situação complicava-se, o êxodo de habitantes da RDA era cada dia maior. Entre 1949 e 1961, dois milhões e meio de pessoas tinham passado para Berlim Oeste e para a RFA. Havia problemas insolúveis: pessoas que tinham crescido e estudado (a escola é grátis no regime socialista) no lado oriental; que ali moravam e gozavam dos benefícios de casa e alimentação mais barata, da assistência social (medicina gratuita); e que, no entanto, iam trabalhar no lado ocidental e ali gastar. Ou seja, o lado oriental formava gente que terminava se constituindo em mão-de-obra para o ocidente, enquanto a RDA padecia sua falta. Para não se falar no "contrabando". 

Os que compravam comida do lado oriental e iam vender no ocidental. A situação chegou a um ponto insustentável, agravado pela hostilidade franca entre norte-americanos e soviéticos. Em agosto de 1961, na célebre noite de 12 para 13, a Polícia doPovo se postou na linha que marcava a fronteira entre as duas Berlins, enquanto cercas de arame farpado e muros eram erguidos às pressas por milhares de operáríos. Consumava-se a divisão. Surgiu o muro. A Alemanha foi traumatizada, o mundo recebeu com impacto a notícia.
Durante quase dois anos e meio o muro se conservou fechado, ninguém atravessava. A partir de 1963, a guerra fria se atenuou, era o começo da détente. O muro se abriu. Novas negociações. Concessão aqui, ganho ali. O telefone foi religado entre os dois lados. Conversações se ampliaram, chegando à década de setenta, com uma decisão final (?) que é a de hoje: Berlim funcionando como uma espécie de entidade autônoma. Tipo principado. Desligado da RFA. 

Ao mesmo tempo, dependendo dela, em subvenções, subsídios, financiamentos. Outra de minhas perplexidades. Mas lembrem-se, aqui o anormal é normal. Os berlinenses não têm direito a um passaporte da RFA. Viajam pelo mundo apenas com sua identidade pessoal, que é especial. O jovem berlinense é isento do serviço militar. Não há exército alemão em Berlim, o que torna a cidade atrativa aos jovens. E ela precisa disto, porque sua população é eminentemente velha. Berlim elege deputados ao Parlamento, mas seus votos não podem ser computados para a adoção de leis federais ou para escolha de chanceler.
Uns o chamam de "o muro da vergonha". Muito utilizado para a propaganda do sistema capitalista. Tenho a sensação de que se os russos não erguessem o muro, os norte-americanos dariam um jeito de fazê-lo. Convém. Basta dar uma espiada no Museu do Muro, à saída do Checkpoint Charlie. 

Está tudo lá, conservado: os balões, os minisubmarinos, os carros adaptados, as ferramentas com que abriram túneis, enfim as centenas de expedientes usados pelos que atravessaram o muro, por cima, ou por baixo. Para mim o museu é apenas mostra da criatividade humana em qualquer circunstância. O homem inventa, se arranja, escapa. Quem não está contente e atingiu limites insuportáveis, sempre dá um jeito. Daí a surpresa, às vezes, dos sistemas totalitários quando vão além da tensão suportável.
Hoje também o muro é chamado o "maior mural para grafitis do mundo". Ao longo dos seus 165 quilômetros de extensão (sendo 46 diretamente com Berlim Leste), podemos encontrar todo tipo de inscrições, desde as políticas até as poéticas, declarações líricas de amor até o concretismo (...). 

Há desenhos, flores, rostos, muitas portas falsas, escadas. Ali estão os símbolos dos anarquistas (um A dentro de um círculo, com a perna direita do A em forma de flecha e saindo para fora do círculo), a suástica nazista, ou o círculo com um raio atravessando para cima, logo-tipo usado pelo pessoal que ocupa casas (Squatters). Há inscrições em turco, inglês, italiano (Um muro é bello quando dura poco),espanhol.
Na verdade existem dois muros. Entre os dois, um espaço estéril, plantado por obstáculos de concreto, esteiras de pregos ponteagudos, um sistema de filamentos que aciona foguetes de alarme, uma via afastada para os veículos de segurança, e as guaritas, a cada cem metros, de onde os soldados vigiam constantemente com os binóculos assestados para o lado ocidental. Em Berlim vão te dizer que naqueles binóculos existem câmeras fotográficas. Fosse assim, a RDA seria a maior consumidora de filmes do mundo. Também vão te dizer que neste espaço o campo é minado. O escritor Peter Schneider que estudou por anos o assunto (...), garante de pés juntos que não há minas.
Por: BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O Verde Violentou o Muro.

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Química orgânica

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Carlos Alberto Campagner*
1) Cadeias carbônicas
  • Alifáticas cadeias abertas.



  • Cíclicas cadeias fechadas.



  • Saturadas cadeia com ligações simples entre os carbonos.



  • Insaturadas cadeias com ligações duplas, triplas ou duplas e triplas entre átomos de carbono.



  • Homogêneas cadeia que só possui carbonos ligados entre si.



  • Heterogênea cadeia que possui um átomo diferente do de carbono interligando os demais.

    2) Nomenclatura

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    3) Hidrocarbonetos

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    4) Funções

    Tabela de autoria de Erivanildo Lopes da Silva e Marcus Vinicius Bahia, em: Compostos orgânicos - Fórmulas estruturais e principais classes.
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    segunda-feira, 28 de março de 2011

    Redação - Como deve ser a apresentação visual

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    Por: Moçada que Agita
    1 .O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra legível.
    2.Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo. O título pode apresentar interrogação desde que o texto responda à pergunta.
    3. Pular uma linha entre o titulo e o texto, para então iniciar a redação.
    4. Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e mantê-los alinhados.
    5. Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de atingi-las.
    6. Evitar rasuras e borrões. Caso o aluno erre, ele deverá anular o erro com um traço apenas. .
    7. Apresentar letra legível, tanto de fôrma quanto cursiva.
    8. Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas.
    9. Evitar exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos. Ficar aproximadamente entre cinco linhas aquém ou além dos limites.
    10. Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou o esboço das idéias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso de utilização de lápis ou caneta vermelha, verde etc. na redação definitiva.

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