sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Moda: Anos 60

.
0 comentários



Resumão
Nesse cenário, a transformação da moda foi radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.
Aí vai um breve resumo com fotos dos principais looks que caracterizaram a moda nos anos 60!!
O Jeito Andrógeno e o rostinho de boneca com olhos e cílios grandes que marcou os anos 60: Twiggy

mini saia de Mary Quant

"A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou"
Mary Quant
tailleur imortalizado pela primeira dama Jaqueline Kennedy

Novidade para os calçados: surgem novas cores para os sapatos
Sapatos por Roger Vivier

Sapato gráfico
Por Roger Vivier
O vestido Mondrian de Yves Saint Laurent (obra de arte no corpo)
As listras e estampas psicodélicas da op art

O vestido trapézio usado com os sapatinhos de boneca

A moda espacial

silhueta geométrica, novos materiais (tecidos), tecidos sintéticos, botas de plástico.
Inicialmente propostas por Andrè Courrèges, as botas brancas traziam uma referência espacial, representavam a modernidade,o futurismo que a época antevia.

O estilista Paco Rabanne propôs botas de canos mais longos do que aqueles deCourrèges

O vestido tubinho usado por Audrey Hepburn no filme bonequinha de luxo

A moda dos anos 60 trouxe também os vestidos tubinhos que eram bem agarradinhos e mostravam todas as formas do corpo e foram um grande sucesso. Esses vestidos eram estampados e sempre com cores vibrantes.


A silhueta curvilínea

A moda dos mods

Os óculos Jackie Bouvier Kennedy Onassis
terninho feminino de YSL
Foto de moda dos anos 60

readmore »»

ANOS 60 – Futurismo e minissaia

.
0 comentários


ANOS 60 – Futurismo e minissaia
twiggy icone anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotos
Twiggy, modelo e atriz ícone dos anos 60
como se vestir para uma festa anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotosroupa anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotos
Nesta década o homem pisou na lua e criou a moda com características espaciais e futuristas, que até hoje inspira os estilistas. A juventude descobriu a moda e, pela primeira vez na história,  surge o conceito de moda jovem, ampliando a massa consumidora.
Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada da dos mais velhos.
Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade de “On the Road” (título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957) da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente.
A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges a criação da grande vedete dos anos 60, a minissaia. Nesse contexto jovem, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas “chelsea girls”. Sua aparência era de adolescente, sempre de minissaia, com seus cabelos longos com franja e olhos maquiados. Catherine Deneuve também encarnava o estilo das “chelsea girls”.
Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.
A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. “Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar”.
Para os homens, a moda jovem chega ao guarda roupa com calças ajustadas, cintura baixa, tecidos preciosos e cores como o vermelho e o rosa nas camisas.
minissaia anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotos

roupas anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotos
bota branca anos 60 Festas dos anos 50, 60, 70 e 80:  história, como se vestir e dicas de roupas, fantasias e decoração fotos
A moda que identifica os anos 60:
  • Mini-saia;
  • Calças de cintura baixa;
  • Boca de sino;
  • Cores vivas, estampas florais e pop-art;
  • Preto e branco;
  • Tecidos acetinados, inclusive para os homens;
  • Cabelos longos e lisos com franja ou embaraçados com muito volume;
  • Cabelos com franjas para os homens;
  • Terninho Beatles;
  • Botinhas de verniz, de bico fino e salto baixo;
  • Botinhas brancas salto baixo;
  • Bolsas entreteladas e durinhas;
  • Óculos Jackie “O”;
  • Tailleur com mangas ¾;
  • Tubinho;
  • Roupas futuristas;
  • Tecidos sintéticos, plásticos e metalizados, a moda futurista;
    Linhas retas, geométricas, eróticas;
    “Hot pants”, shortinho que virou mania na época.

readmore »»

Anos 60 "A Época que Mudou o Mundo"

.
0 comentários


                        A Época que Mudou o Mundo

            
Publicado na Folha de S.Paulo, em 5 de junho de 1966
Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado "baby boom", que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA. A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo.
Publicado na Folha de S.Paulo, em 7 de fevereiro de 1965A imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingênua sintonizada com ídolos do cinema como James Dean e Marlon Brando. As moças bem comportadas já começavam a abandonar as saias rodadas de Dior e atacavam de calças cigarette, num prenúncio de liberdade.

Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade "On the Road" [título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957] da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. O movimento, que nos 50 vivia recluso em bares nos EUA, passou a caminhar pelas ruas nos anos 60 e influenciaria novas mudanças de comportamento jovem, como a contracultura e o pacifismo do final da década.
Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.

Publicado na Folha de S.Paulo, em 12 de agosto de 1962Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.
Algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Jean Seberg, Natalie Wood, Audrey Hepburn, Anouk Aimée, modelos como Twiggy, Jean Shrimpton, Veruschka ou cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull e Françoise Hardy, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude.

Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: "A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou". Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.
Publicado na Folha de S.Paulo, em 16 de março de 1969O sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.

Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas "moon girls", de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.
Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.
As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.

O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].
Publicado na Folha de S.Paulo, em 7 de fevereiro de 1965A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.
Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.

Nessa época, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King's Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitude jovens.
Nesse contexto, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas "chelsea girls". Sua aparência era adolescente, sempre de minissaia, com seus cabelos longos com franja e olhos maquiados. Catherine Deneuve também encarnava o estilo das "chelsea girls", assim como sua irmã, a também atriz Françoise Dorléac. Por outro lado, Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy, com cabelos compridos soltos rebeldes ou coque no alto da cabeça [muito imitado pelas mulheres].
Reprodução
Twiggy, o rosto dos 60
Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.

A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis, pó, batom e pincel. Ela usou nomes divertidos para seus produtos, como o "Come Clean Cleanser", sempre com o logotipo de margarida, sua marca registrada.
As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.

O estilo da "swinging London" culminou com a Biba, uma butique independente, frequentada por personalidades da época. Seu ar romântico retrô, aliado ao estilo camponês, florido e ingênuo de Laura Ashley, estavam em sintonia com o início do Publicado na Folha de S.Paulo, em 7 de fevereiro de 1965fenômeno hippie do final dos anos 60.

A moda masculina, por sua vez, foi muito influenciada, nos início da década, pelas roupas que os quatro garotos de Liverpool usavam, especialmente os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. Também em Londres, surgiram os mods, de paletó cintado, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo e a gola rolê se tornou um clássico do guarda-roupa masculino. Muitos adotaram também a japona do pescador e até mesmo o terno de Mao.

No Brasil, a Jovem Guarda fazia sucesso na televisão e ditava moda. Wanderléa de minissaia, Roberto Carlos, de roupas coloridas e como na música, usava botinha sem meia e cabelo na testa [como os Beatles]. A palavra de ordem era "quero que vá tudo pro inferno".

Os avanços na medicina, as viagens espaciais, o Concorde que viaja em velocidade superior à do som, são exemplos de uma era de grande desenvolvimento tecnológico que transmitia uma imagem de modernidade. Essa imagem influenciou não só a moda, mas também o design e a arte que passaria a ter um aspecto mais popular e fugaz.
Reprodução
Trabalho de Andy Warhol, símbolo da pop art
Nesse contexto, nenhum movimento artístico causou maior impacto do que a Arte Pop. Artistas como Andy Warhol, Roy Lichetenstein e Robert Indiana usaram irreverência e ironia em seus trabalhos. Warhol usava imagens repetidas de símbolos populares da cultura norte-americana em seus quadros, como as latas de sopa Campbell, Elvis Presley e Marilyn Monroe. A Op Art [abreviatura de optical art, corrente de arte abstrata que explora fenômenos ópticos] também fez parte dessa época e estava presente em estampas de tecidos.
No ritmo de todas as mudanças dos anos 60, o cinema europeu ganhava força com a nouvelle vague do cinema francês ["Acossado", de Jean-Luc Godard, se tornaria um clássico do movimento], ao lado do neo-realismo do cinema italiano, que influenciaram o surgimento, no início da década, do cinema novo [que teve Glauber Rocha como um dos seus iniciadores] no Brasil, ao contestar as caras produções da época e destacar a importância do autor, ao contrário dos estúdios de Hollywood.
No final dos anos 60, de Londres, o reduto jovem mundial se transferiu para São Francisco (EUA), região portuária que recebia pessoas de todas as partes do mundo e também por isso, berço do movimento hippie, que pregava a paz e o amor, através do poder da flor [flower power], do negro [black power], do gay [gay power] e da liberação da mulher [women's lib]. Manifestações e palavras de ordem mobilizaram jovens em diversas partes do mundo.
A esse conjunto de manifestações que surgiram em diversos países deu-se o nome de contracultura. Uma busca por um outro tipo de vida, underground, à margem do sistema oficial. Faziam parte desse novo comportamento, cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas.
Publicado na Folha de S.Paulo, em 31 de março de 1969No Brasil, o grupo "Os Mutantes", formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista, seguiam o caminho da contracultura e afastavam-se da ostentação do vestuário da jovem guarda, em busca de uma viagem psicodélica.
A moda passou a ser as roupas antes reservadas às classes operárias e camponesas, como os jeans americanos, o básico da moda de rua. Nas butiques chiques, a moda étnica estava presente nos casacos afegãos, fulares indianos, túnicas floridas e uma série de acessórios da nova moda, tudo kitsch, retrô e pop.
Toda a rebeldia dos anos 60 culminaram em 1968. O movimento estudantil explodiu e tomou conta das ruas em diversas partes do mundo e contestava a sociedade, seus sistemas de ensino e a cultura em diversos aspectos, como a sexualidade, os costumes, a moral e a estética.
No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar, contra a reforma educacional, o que iria mais tarde resultar no fechamento do Congresso e na decretação do Ato Institucional nº 5.
Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude dos anos 60 tenha sido o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual. Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década, foi responsável por um comportamento sexual feminino mais liberal. Porém, elas também queriam igualdade de direitos, de salários, de decisão. Até o sutiã foi queimado em praça pública, num símbolo de libertação.
Os 60 chegaram ao fim, coroados com a chegada do homem à Lua, em julho de 1969, e com um grande show de rock, o "Woodstock Music & Art Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas.

readmore »»

Os Incríveis Anos 60

.
0 comentários


Por que incríveis? 

Parece incrível, mas os anos 60 exercem um fascínio até sobre as gerações de hoje.Não é raro assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou sons daquela época.

Ou, ao folhearmos uma revista de moda atual, encontrarmos vestidos tubinhos, calças de boca larga, túnicas indianas, maiôs de crochê, mochilas e sapatos nas cores valorizadas pelas tendências da moda daqueles anos.

Isso tudo talvez se explique pelo fato de os anos 60 serem identificados como a década da rebeldia, da revolução sexual, de costumes e, principalmente, da participação dos jovens na política.

Lambretas e banhos de lua
A juventude também se embalava no rock brasileiro, ao som das músicas ingênuas de Celly Campelo, e acreditava que o Brasil era mesmo um país de futuro.O sucesso de Celly se devia ao ritmo envolvente da música, ao jeito cativante da cantora e às letras simples.

O clima de otimismo vinha do fato de o então presidente da República abrir as portas do país para a indústria estrangeira, principalmente a automobilística, possibilitando à classe média sonhar com uma vida mais abastada.

Chega de saudade...

Chega de saudade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e desafinado, de Tom Jobim e Newton Mendonça, interpretadas por João Gilberto, chegam às paradas de sucesso das rádios que quase todas as capitais brasileiras, dando origem à bossa nova, movimento musical que renovava o samba com letras falando de amor e alegria, embalando os sonhos da juventude da classe média.

Eu te amo, meu Brasil

Era uma época de botar fé no Brasil:em 1962, um filme nacional- O pagador de promessas, de Anselmo Duarte-conquista a Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França; a bossa nova ganha fama internacional com Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, a televisão se populariza; o lançamento do volks (o fusca) concretiza o velho sonho de se fabricar um carro nacional; pela segunda vez, o Brasil é campeão mundial de futebol.

Fim dos anos dourados

Em 1964,os militares depõem o presidente João Goulart e tomam o poder, dando início a uma ditadura que se estenderia até 1989, quando o povo brasileiro voltaria a escolher seu presidente por voto direto.Nesse mesmo ano a UNE (União Nacional dos Estudantes) é fechada e, em 1968, em meio a grandes choques entre a polícia militar e os estudantes, que tentavam derrubar a ditadura, é decretado o ato Institucional n°5, que dava ao presidente da República plenos poderes.

O novo regime impõe a censura à imprensa, à arte e à literatura, cassa mandatos de políticos e direitos políticos de cidadãos, prende, exila, e até tortura e mata pessoas que considera subversivas, comunistas ou esquerdistas.

Os reis do iê-iê-iê, a bossa nova, o tropicalismo

Jovem Guarda e O Fino da Bossa eram programas musicais da Rede Record.O primeiro reunia, entre outros, Wanderlei Cardoso, Jerry Adriani, Martinha e o famoso trio Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que, trajando roupas coloridas, cantavam amores ingênuos, varrões, festas de arromba e paqueras no escurinho do cinema.O segundo,comandado por Elis Regina, abandona “os barquinhos ao sol,um cantinho e um violão” e adota músicas que expressam descontentamento e rebeldia contra o novo regime.

É a época dos Festivais de Música Popular Brasileira, de guitarras elétricas, de músicas veiculadas pela TV e da cultura de massa.Momento de grande efervescência na MPB, com cantores e compositores como Chico Buarque, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e os Mutantes, Gal Costa, o poeta Torquato Neto, o maestro Rogério Duprat.É a época do lançamento do Tropicalismo, movimento que, incorporando o rock’n’roll dos Estados Unidos e da Inglaterra, mexe com a estrutura da música e com os comportamentos. 

No cinema e na música, o protesto

Ao mesmo tempo em que a juventude dança ao som de ritmos contagiantes como o rock, a twist, o iê-iê-iê e o hully-gully, o cinema se transforma, substituindo os doces musicais hollywoodianos dos anos 50 por filmes de temáticas mais cruas, produzidos principalmente na Europa, como La dolce vita, de Frederico Fellini.

No Brasil, as chanchadas, leves e engraçadas, com Oscarito e Grande Otelo, são substituídas por filmes que mostram a revolução sexual e o homem comum da cidade e do campo: Os cafajestes, de Ruy Guerra, com o primeiro nu frontal; a triste realidade brasileira aparece em filmes como Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, ou Deus e o diabo na Terra do sol, de Gláuber Rocha.

No Rio de Janeiro, é lançado o espetáculo musical Opinião, estrelado pela cantora Nara Leão e pelos compositores Zé Ketti e João do Valle, que privilegia nossas raízes culturais, protesta contra as injustiças e a falta de liberdade de expressão.Nos Estados Unidos, as universidades protestam contra a Guerra do Vietnã, enquanto o consumo de drogas se alastra.

Sexo, drogas r rock’n’rool

Os anos 60 marcam o começo da era hippie, que defendia a paz, o fim das guerras e a liberdade sexual.Nos Estados Unidos, Bob Dylan, o grande poeta dessa geração, criticava a política norte-americana de cultuar as guerras.A cantora Joan Baez, a grande musa universitária, protestava contra a guerra atômica e a discriminação racial.E ainda faziam sucesso as músicas de protesto de Janes Joplin e da banda Rolling Stones.

A grande revolução na música surge, entretanto, na Inglaterra, com o grupo The Beatles.A banda, formada por John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison, tomava conta do planeta com suas músicas contagiantes, seus cabelos compridos, o psicodelismo, a influência oriental.

readmore »»

Anos 60 CRONOLOGIA HISTÓRICA

.
0 comentários



CRONOLOGIA HISTÓRICA
1960

Em 27 de fevereiro, protestos da população negra dos EUA contra discriminação racial espalham-se pelo Sul do país e provocam conflitos e prisões em várias cidades

O filme "Ben Hur", com Charlston Heston, conquista dez Oscar, um recorde, em 5 de abril

O presidente Juscelino Kubitschek inaugura a cidade de Brasília, a nova capital do país, em 21 de abril
Em 7 de agosto, as propriedades norte-americanas em Cuba são ocupadas por ordem do dirigente Fidel Castro, numa retaliação contra a agressão econômica dos Estados Unidos

Jânio Quadros é eleito, em 3 de outubro, como presidente do Brasil, com mais de 5,6 milhões de votos [48 % do eleitorado]

John Fitzgerald Kennedy é o novo presidente dos Estados Unidos, eleito em 9 de novembro. Ele é o primeiro presidente católico do país
Em dezembro, a FDA (Food and Drugs Administration) - órgão dos EUA responsável por alimentos e medicamentos - aprova uma pílula contraceptiva que será posta à venda no país no segundo trimestre do próximo ano

É filmado "A Bout de Souffle" ["Acossado" é o título em português], de Jean-Luc Godard, trazendo a bela Jean Seberg, atriz que se tornaria ícone de beleza da década

É o ano também do clássico filme "La Dolce Vita" ["A Doce Vida"] de Federico Fellini, com Anouk Aimée, Anita Ekberg e Marcello Mastroianni
1961

Em 3 de janeiro, os EUA rompem relações diplomáticas com Cuba

Em 12 de abril, a União Soviética vence a corrida para mandar o primeiro homem ao espaço sideral, ao pôr em órbita o major da Força Aérea Iuri Gagarin, 27 anos, e trazê-lo de volta à Terra em total segurança

Depois de apenas seis meses e 25 dias de governo, Jânio Quadros renuncia à Presidência do Brasil, em 25 de agosto. O vice-presidente João Goulart é tido como sucessor do nacinalista Getúlio Vargas pelos oficiais das Forças Armadas e políticos de direita
Em 31 de agosto, um muro de blocos pré-fabricados de concreto [o Muro de Berlim], erigido com espantosa rapidez entre os setores Ocidental e Oriental de Berlim, é a resposta comunista aos alemães que rejeitam seu sistema e preferem partir para o Ocidente

Toma posse como presidente do Brasil, em 7 de setembro, João Goulart. Em seguida, no dia 8 de setembro, o Congresso aprova o regime parlamentarista, o que diminui os poderes do presidente. Tancredo Neves toma posse como primeiro-ministro do Brasil

Em 28 de setembro, um jovem compositor encanta Nova York. O repertório de Bob Dylan, então com 20 anos, inclui diversos estilos da música folk

Nesse ano, a atriz Audrey Hepburn estrela "Breakfast at Tiffany's" ["Bonequinha de Luxo"]. O figurino de Hepburn para o filme é do estilista francês Givenchy
1962

Em janeiro, o estilista Yves Saint Laurent abre seu próprio ateliê de moda em Paris, exibindo suas criações com muito sucesso

Em 14 de abril, George Pompidou torna-se o novo premiê francês

O filme brasileiro "O Pagador de Promessas", adaptação do produtor, diretor e ator brasileiro Anselmo Duarte da peça homônima de Dias Gomes, recebe a Palma de Ouro do Festival Internacional do Filme de Cannes, na França. É a primeira vez que um filme brasileiro ganha o prêmio máximo do festival

A Seleção Brasileira de Futebol conquista pela segunda vez a Taça Jules Rimet, ao vencer por 3 a 1, em Santiago, Chile, a seleção da Tchecoslováquia na final da 7ª Copa do Mundo, em 18 de junho

Em 11 julho, os norte-americanos assistem pela primeira vez imagens de televisão ao vivo da Europa, com a transmissão de um programa francês e outro inglês pelo satélite Telstar

A atriz Marilyn Monroe é encontrada morta, em 5 de agosto, em sua casa de Los Angeles, com um frasco de calmantes ao seu lado
O artista plástico norte-americano Andy Warhol faz as famosas pinturas de cédulas de dólar e de latas da sopa Campbell. Emagosto, faz as primeiras serigrafias de Marilyns e, em outubro, é incluído na mostra de arte pop, "The New Realists", realizada na "Sidney Janis Gallery", em Nova York

Em 21 de novembro, a bossa nova conquista Nova York. Cerca de 3 mil pessoas lotam o Carnegie Hall, para assistir a uma apresentação dos músicos, compositores e cantores João Gilberto, Carlos Lira, Oscar Castro Neves, Luiz Bonfá, Sérgio Mendes, Bola Sete, Carmem Costa, José Paulo, Agostinho dos Santos, Sérgio Ricardo, Roberto Menescau, entre outros

Em 14 de dezembro, a espaçonave Mariner 2, dos EUA, transmite para a Terra as primeiras informações a curta distância já obtidas a respeito de outro planeta, ao passar por Vênus, a 58 milhões de quilômetros de distância
1963

Em 23 de janeiro, o Brasil volta ao sistema presidencialista. O ato do Congresso segue decisão do plebiscito realizado no dia 5 de janeiro, no qual 9 milhões de eleitores optaram pela volta ao presidencialismo
Em 2 de abril, Martin Luther King lança campanha não-violenta nos EUA pelo fim da segregação racial, o que viria causar a prisão de milhares de pessoas durante as marchas de protestos

A União Soviética coloca a primeira mulher no espaço em 19 de junho

O presidente dos EUA, John Kennedy, é assassinado a tiros, em 22 de novembro, quando desfilava em carro aberto pelas ruas de Dallas, no Texas (EUA). Pouco depois dos tiros fatais, a polícia prendeu Lee Harvey Oswald e o acusou do crime. Oswald também foi assassinado em 26 de novembro, quando era transferido de prisão, por Jack Ruby, proprietário de um cabaré em Dallas. Lyndon Johnson assume a presidência do país no lugar de Kennedy

Mais um sucesso do charmoso agente britânico 007, "Dr. No" ["007 Contra o Satânico Dr. No"], com Sean Connery e a sensual Ursula Andress. No filme, a célebre cena de Andress usando um poderoso biquíni branco
1964

Obras inéditas de Picasso são expostas em Toronto, Canadá, em 11 de janeiro
Os Beatles viram febre também nos EUA. Em 11 de fevereiro, o quarteto desembarca no aeroporto Kennedy, em Nova York. O grupo chegou rapidamente ao sucesso na Europa no ano anterior. A música "I Want to Hold Your Hand", atinge o primeiro lugar nas paradas norte-americanas

Em 1º de abril, o presidente do Brasil, João Goulart, é deposto por um golpe militar. Assume o governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. Em 15 de abril, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, assume a presidência e é divulgada uma lista de cassação de direitos políticos composta por 72 nomes, entre os quais parlamentares e oficiais do Exército leais ao ex-presidente João Goulart, exilado do país

No dia 13 de abril, Sidney Poitier é o primeiro negro a conquistar um prêmio Oscar de melhor ator, pelo filme "Lírios do Campo"

Em 2 de julho, o mais completo código de direitos civis da história dos EUA torna-se lei com a assinatura do presidente Lyndon Johnson. A lei proíbe a discriminação racial no emprego, em locais públicos, sindicatos e programas financiados pelo governo federal

Em 23 de setembro é inaugurado o teto da Ópera de Paris, pintado pelo artista Marc Chagall

Martin Luther King recebe, em 10 de dezembro, o prêmio Nobel da Paz, por sua luta pacífica pelos direitos civis. O francês Jean-Paul Sartre ganha o Nobel de literatura, mas recusa o prêmio, que segundo ele, poderia vir a interferir em suas responsabilidades como escritor junto aos seus leitores

O estilista norte-americano Rudi Gernreich lança o topless
1965

Em 18 de março, o cosmonauta soviético Alexei Leonov torna-se o primeiro homem a sair de uma espaçonave em órbita e flutuar no espaço sideral

Em 17 de abril, cerca de 15 mil estudantes se aglomeram em Washington diante da Casa Branca, sede do governo, para exigir pacificamente a retirada das tropas americanas do Vietnã e o fim da guerra
"Che" Guevara, médico, guerilheiro e ministro cubano, deixa Cuba, em 4 de outubro, para combater o imperialismo no exterior. Há boatos de que ele está na Bolívia

Naves norte-americanas encontram-se no espaço. Em 15 de dezembro, duas cápsulas Gemini, a 6 e a 7, voam lado a lado no espaço por quatro horas, à distância de dois ou três metros

Em dezembro, o programa musical "Jovem Guarda", da TV Record de São Paulo, é um enorme sucesso entre os jovens. O programa é comandado todos os domingos pelo cantor e compositor Roberto Carlos, que apresenta convidados e amigos do rock nacional - conhecido por iê-iê-iê-, entre eles Erasmo Carlos e Wanderléia
Nesse ano, o estilista francês André Courrèges mexe com a moda ao apresentar sua coleção primavera-verão, recheada de vestidos de linhas retas, botas e aquela que viria a se tornar a vedete da década, a minissaia

Os Rolling Stones alcançam status de superastros do rock com a força de uma única música, "Satisfaction", que chegou ao topo das paradas de sucesso, antes nos EUA [vendeu mais de um milhão de discos] do que na Inglaterra
1966

Em 8 de março, é encontrada a coleção particular de arte de Claude Monet, na França

Soviéticos anunciam, em 4 de abril, que a Luna 10 está em órbita da Lua
Em abril, Mao Tse-Tung lança a "Revolução Cultural" na China. Ele pretende expurgar todos os opositores que possuam algum poder dentro da máquina do Partido Comunista. Em instituições artísticas e educacionais, novas iniciativas de "crítica ao pensamento burguês reacionário" são empreendidas

Aumenta a oposição à guerra do Vietnã. Em 28 de maio, os estudantes nas universidades dos EUA e manifestantes nos gramados da Casa Branca, protestam contra a guerra

Espaçonave fotografa a superfície lunar. Em 2 de junho, a sonda norte-americana Surveyor 1, que conseguiu pousar em solo lunar, envia fotografias mostrando uma superfície repleta de pedras, mas plana
Brasil cria fundo para trabalhador. É regulamentada, em 20 de dezembro, pelo presidente do Brasil, marechal Castelo Branco, a aplicação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)

A minissaia agita a moda e muda hábitos. A modelo Leslie Hornsby, conhecida por Twiggy, está popularizando a minissaia, difundida pela estilista inglesa Mary Quant. Twiggy dá o toque final ao visual com cílios postiços e meias coloridas. Certa de que se manterá em forma enquanto continuar a tomar a pílula, a mulher se sente novamente livre, como nos anos 20. A mini geralmente é usada com botas de plástico

"Blow Up" ["Blow Up - Depois Daquele Beijo"] de Michelangelo Antonioni, com Jane Birkin e Verushka é um filme cheio de referências dos anos 60
1967

O Congresso Nacional promulga, em 24 de janeiro, em Brasília, a nova Constituição brasileira, que substitui a de 1946

Toma possa, em 15 de março, como presidente do Brasil, o marechal Arthur da Costa e Silva. Eleito indiretamente pelo Congresso, Costa e Silva não era o candidato de Castelo Branco

Cerca de 10 mil hippies se juntam, em 26 de março, no Central Park, em Nova York. O ato foi pacífico e a maioria dos participantes tinha menos de 30 anos
Em junho, os Beatles lançam seu mais ousado LP, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Os críticos dizem que é a melhor obra até então no mundo do rock

Em 18 de junho, a contracultura hippie da Califórnia, EUA, se transforma numa massa de cabelos compridos e flores, com a presença de 50 mil jovens no Festival Pop Internacional de Monterey. Artistas como o soul Otis Redding e os grupos The Byrds e The Mamas and the Papas são algumas das atrações

Em dezembro, é lançado o forno de microondas
Catherine Deneuve vive a esposa de um cirurgião que se sente atraída pela prostituição no filme "Belle de Jour" ["A Bela da Tarde" é o título em português], de Luis Buñuel

Nesse ano também, ao som de "Mrs. Robinson", entre outros sucessos de Simon & Garfunkel, Dustin Hoffman vive um jovem universitário recém-formado que se inicia sexualmente com uma mulher mais velha, no clássico "The Graduate" ["A Primeira Noite de um Homem"] de Mike Nichols
1968

Em fevereiro, cansados da fama, os Beatles, cercados de amigos, buscam paz de espírito no Ganges, Índia, com o guru Maharishi Mahesh Yogi

Em 17 de abril, o governo militar brasileiro decreta o fim de eleições diretas para prefeito em 68 cidades de "segurança nacional", inclusive as capitais estaduais

No dia 4 de abril, o líder da campanha pacífica dos direitos civis nos EUA, Martin Luther King, é morto a tiros na sacada de seu quarto, no segundo andar do Motel Lorraine em Memphis, Tennessee. A morte de Luther King enfurece os negros do país, desencadeando uma onda de conflitos em várias cidades

Em 15 de abril, a esperança ilumina o rosto das pessoas, é a Primavera em Praga. Os estudantes comemoram as medidas moderadas do líder do Partido Comunista, Alexander Dubcek, que acredita ser possível conciliar o marxismo com a liberdade pessoal. Os tchecos tentam reescrever a história

Em abril, no Teatro Biltmore, em Nova York, estréia "Hair", o primeiro grande musical de rock, dando voz à era dos hippies nos palcos da Broadway em um tributo à paz e ao amor livre

Jacqueline Kennedy casa-se, em 20 de outubro, na ilha de Skorpios, com Aristóteles Onassis, magnata dono de uma frota de petroleiros

O estudante José Guimarães morre, em 4 de outubro, em confronto entre alunos da Faculdade de Filosofia da Usp e alunos da Universidade Mackenzie, no centro de São Paulo

Em 22 de novembro, o governo brasileiro cria o Conselho Superior de Censura
O ministro da Justiça do Brasil, Luís Antônio da Gama e Silva, anuncia, em 13 de dezembro, em cadeia nacional de rádio e televisão, a edição do Ato Institucional nº 5 e do Ato Complementar nº 38, que decreta o recesso do Congresso Nacional. Agora, o governo passa a ter poderes absolutos sobre a nação. Com o recesso, o Executivo fica autorizado a legislar, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão e cassar mandatos parlamentares
Em 6 de novembro, Richard Milhous Nixon é eleito presidente dos EUA

Nesse ano, a atriz Jane Fonda é "Barbarella", a heroína espacial de Roger Vadim

Acontece também a primeira exposição individual em museus europeus do artista pop Andy Warhol, no Moderna Museet, em Estocolmo, na Suécia

Caetano lança o LP "Tropicália" ou "Pane et Circenses" e, no mesmo ano, se apresenta com os Mutantes no Tuca, em São Paulo, com a música "É Proibido Proibir", sob vaias e tomates lançados ao palco. O uso de guitarras elétricas não agrada ao público
1969

O grande sucesso da carreira de Stanley Kubrick, "2001: A Space Odissey" [2001: Uma Odisséia no Espaço"], lançado em 1968, recebe o Oscar de efeitos visuais

Em 28 de abril, a era De Gaulle chega ao fim na França, com a derrota do presidente da República no prebiscito pela descentralização e pela reforma do Senado. George Pompidou fica em seu lugar

Em julho, os músicos e compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos com 26 anos, partem para seu exílio na Inglaterra. Presos em dezembro de 1968 numa boate do Rio de Janeiro quando faziam um espetáculo, ficaram encarcerados por dois meses
No dia 20 de julho, dois astronautas dos EUA, Neil Armstrong e Edwin Aldrin Jr. pisam na Lua, seis horas depois de pousarem suavemente o módulo lunar da Apolo, chamado de Eagle, no Mar da Tranquilidade.

Em 9 de agosto, a atriz de cinema Sharon Tate, grávida de oito meses, mulher do cineasta Roman Polanski, é encontrada assassinada em sua casa em Beverly Hills, Los Angeles, nos EUA, por um grupo de fanáticos liderado por Charles Manson

Em 17 de agosto, cerca de 500 mil pessoas enfrentam engarrafamentos, falta de comida e de água e chuvas para viver três dias de prazer no Festival de Música e Artes de Woodstock, na cidade de Bethel, em Nova York. Entre os artistas que se apresentam, Jimi Hendrix e Janis Joplin

Em 30 de outubro, o general Emílio Garrastazu Médici toma posse, em Brasília, da Presidência do Brasil. Ele substitui o marechal Arthur da Costa e Silva, afastado do cargo desde 1º de setembro por motivo de doença
Em 4 de novembro, a polícia de São Paulo, sob comando do delegado Sérgio Paranhos Fleury, mata o guerrilheiro Carlos Marighella, líder da ALN (Ação Libertadora Nacional)

Em 15 de novembro, acontece a grande manifestação pacífica em Washington, exigindo o fim da guerra no Vietnã

Em 10 de dezembro, o dramaturgo irlandês Samuel Beckett, ganha o prêmio Nobel de literatura por "Esperando Godot", "A Última Gravação de Krapp" e "Dias Felizes"

É o ano de um dos filmes mais vigorosos dos anos 60, "Easy Rider" ["Sem Destino"], de Dennis Hopper, com Peter Fonda, Jack Nicholson e o próprio Hopper. O filme critica a intolerância e a vulgaridade da sociedade americana

readmore »»