segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ENEM

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Espero que não tenham tido nenhum impecilho e feito boas provas.
 
No http://www.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao_comentada/enem/enem2011_1dia.asp?img=01 há um comentário sobre cada questão das provas. Apesar de não ser o gabarito oficial do ENEM é sempre interessante dá uma olhadinha, mesmo não sendo mais BBB.
 
Das 45 questões de Ciências da Natureza, 24 estão diretamente relacionadas com Biologia - espero que tenham lembrado de nossas aulas. Ecologia, questões de Saúde Pública e Genética foram bem presentes, lamento que Evolução não seja um tópico abordado nessa avaliação.
 
Achei a prova melhor elaborada do que as de dois anos atrás, os assuntos estão mais ligados entre si e as questões não foram tão longas. Algumas delas pediam somente calma em leitura e interpretação, conforme alertei em sala.

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Exercícios Slide

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http://www.4shared.com/file/60KqNCV8/EXERCICIOS_EMAILS.html

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Vestibular

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Somente uma dica: se puderem, naveguem nos endereços abaixo. O Senai tb oferece cursos superiores - a grande maioria das pessoas não sabe - e de excelente qualidade. Dois títulos me chamaram atenção:  Tecnologia de Alimentos e Processos Ambientais.

 
 

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[Mensagem com anexos] Cursos Gratuitos SENAI - Aprendizagem Básica e Apre ndizagem Técnica

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Cursos Gratuitos SENAI - Aprendizagem Básica e Apre ndizagem Técnica 

http://ead.fieb.org.br/cursosgratuitos/

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Metáfora - Gilberto Gil

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Metáfora - Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora



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QUESTÕES TEXTO 1:

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Pessoal,
 
Estou (re)enviando o primeiro texto trabalhado em classe e a letra da canção "Metáfora", além das questões relativas aos textos em estudo.
Repassem aos colegas e/ou postem nos blogs, comunidades, etc.
Abraço,
Gouveia
 
QUESTÕES TEXTO 1:
 
1. Em que sentido a palavra "Estética" é utilizada em nosso cotidiano? A que áreas profissionais o termo está relacionado?
2. A concepção de Platão sobre a "estética" está relacionada a uma concepção ética, a certos valores de natureza moral. Retire do texto o trecho que evidencia esta relação.
3. Em que sentido a concepção de "estética" de Aristóteles é mais realista/objetiva do que a concepção de Platão?
4. Considerando as concepções de Platão e Aristóteles, na sua opinião a beleza está nas coisas em si mesmas ou depende da visão do observador? Justifique sua resposta.
 
 
QUESTÕES TEXTO "METÁFORA"
 
1. O que diferencia a visão do artista (poeta) da visão do homem comum em relação à realidade?
2. Nossa sociedade se caracteriza pela necessidade de atingir metas (econômicas, profissionais, políticas, etc.) Como o texto aborda a questão das metas?
3. Faça uma comparação entre o texto da canção "Metáfora" e alguma  música do chamado "pagode baiano". Considere o conteúdo (tema) e a forma.
 
 
QUESTÕES TEXTO SOBRE A ARTE (OBS. O TEXTO SERÁ ENVIADO ATÉ SEXTA-FEIRA, 21.10, SOMENTE PARA O NOTURNO. AS DEMAIS TURMAS TRABALHARÃO O TEXTO NA BIBLIOTECA, NO HORÁRIO DAS AULAS E, POSTERIORMENTE, RECEBERÃO O TEXTO VIA INTERNET)
 
1. Qual a origem da palavra "arte" e o que o termo significa?
2. O que vem a ser a arte em seu sentido geral?
3. Qual a diferença estabelecida no texto entre o técnico e o artista?
4. Qual a relação entre a arte e a realidade?
5. Qual o papel da técnica/tecnologia na arte, hoje?
6.Qual a diferença entre as obras de arte e os objetos técnicos produzidos na atualidade?

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TEXTO III – ARTE, FILOSOFIA E CULTURA (I)

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COLÉGIO ESTADUAL PRESIDENTE COSTA E SILVA
DISCIPLINA – FILOSOFIA
PROF. RAYMUNDO GOUVEIA
SÉRIE - 3ª / IV UNIDADE
TEXTO III – ARTE, FILOSOFIA E CULTURA (I)

Profª Marilena Chauí (texto adaptado)

A arte está presente em nosso cotidiano e, muitas vezes, na pressa da vida diária, na eterna luta do homem contra o relógio nem a percebemos. Desde as mais primitivas pinturas nas cavernas, passando pela arquitetura das estruturas construídas nas primeiras civilizações e pelos afrescos pintados nas Igrejas durante a Idade Média até as atuais obras resultantes da utilização da tecnologia, a arte é parte da nossa vida e da nossa história.

A palavra arte vem do latim ars e corresponde ao termo grego techne, técnica, significando: o que é ordenado ou toda espécie de atividade humana submetida a regras. Em sentido lato, significa habilidade, desteridade, agilidade. Em sentido estrito, instrumento, ofício ciência. Seu campo semântico se define por oposição ao acaso, ao espontâneo, e ao natural. Por isso, em seu sentido geral, arte é um conjunto de regras para dirigir uma atividade humana qualquer.

Platão não distinguia a arte das ciências nem da filosofia, uma vez que todas são atividades humanas ordenadas e regradas.

Diversas classificações a respeito da arte foram pensadas ao longo do tempo. Aqui não nos cabe estudá-las devido à escassez de tempo. Entretanto, é importante ressaltar que a divisão entre artes da utilidade e artes da beleza acarretou uma separação entre técnica (o útil) e arte (o belo), levando à imagem da arte como ação individual espontânea, vinda da sensibilidade e da fantasia do artista como gênio criador.

Enquanto o técnico é visto como aplicador de regras e receitas vindas da tradição ou da ciência, o artista é visto como dotado de inspiração, entendida como uma espécie de iluminação interior e espiritual misteriosa, que leva o gênio a criar a obra.

A relação entre a arte e a técnica leva-nos a analisar outro aspecto interessante: a relação existente entre a arte e a realidade. Particularmente no século XX, a idéia









de beleza passa a estar subordinada à idéia de verdade, ou seja, a obra de arte passa a buscar caminhos de acesso ao real e de expressão da verdade. Em outras palavras, as artes não pretendem imitar a realidade, nem pretendem ser ilusões sobre a realidade, mas exprimir por meios artísticos a própria realidade.

Na atualidade, a relação entre a tecnologia e a arte é cada vez mais profunda; as fronteiras entre ambas praticamente não existem, pelo contrário: já não se imagina, por exemplo, um filme no cinema sem a tecnologia 3D ou, de maneira mais geral, não se imagina a possibilidade de fotos, filmes, discos, vídeos, cenários e iluminação teatral sem a utilização de equipamentos técnicos de alta qualidade e precisão. Assim, a tecnologia é cada vez mais presente na produção de obras de arte.

Em nossa sociedade industrial, ainda é possível distinguir as obras de arte e os objetos técnicos produzidos a partir do design e da preocupação de serem belos. A diferença está em que a finalidade desses objetos é funcional, isto é, os materiais e as formas estão subordinados à função que devem preencher (uma cadeira deve ser confortável para sentar; um automóvel, adequado para locomoção, etc.) Da obra de arte, porém , não se espera nem se exige funcionalidade, havendo nela plena liberdade para lidar com formas e materiais.

 ESTÉTICA E FILOSOFIA

Do ponto de vista da Filosofia, podemos falar em dois grandes momentos da teorização da arte. No primeiro, inaugurado por Platão e Aristóteles, a filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo, a partir do século XVIII, sob a forma da estética.

Arte poética é o nome de uma obra aristotélica sobre as artes da fala e da escrita, do canto e da dança: a poesia e o teatro (tragédia e comédia). A palavra poética é a tradução para poiesis (fabricação). A arte poética estuda as obras de arte como fabricação de seres e gestos artificiais, isto é, produzidos pelos seres humanos.


Estética é a tradução da palavra grega  aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade. Foi empregada pela primeira vez para referir-se às artes pelo alemão Alexander Baumgarten, por volta de 1750. Em seu uso inicial referia-se às obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo por finalidade o belo. Pouco a pouco substituiu a noção de arte poética e passou a designar toda investigação filosófica que tenha por objeto as artes ou uma arte. Do lado do artista e da obra, busca-se a realização da beleza; do lado do espectador e receptor, busca-se a reação sob a forma do juízo de gosto, do bom gosto.

A noção de estética, quando formulada e desenvolvida nos séculos XVIII e XIX, pressupunha:

a.      Que a arte é produto da sensibilidade, da imaginação e da inspiração do artista e que sua finalidade é a contemplação;
b.      Que a contemplação, do lado do artista, é a busca do belo (e não do útil, do agradável ou do prazeroso) e, do lado do público, é a avaliação ou o julgamento do valor de beleza atingido pela obra;
c.       Que o belo é diferente do verdadeiro

Assim, a obra de arte, em sua particularidade e singularidade única, oferece algo universal – a beleza – sem necessidade de demonstrações, provas, conceitos etc. (o que é necessário para se chegar à verdade).

Desde o início do século XX as artes passaram a ser vistas sob uma perspectiva mais ampla, considerando a expressão de emoções e desejos, a interpretação e a crítica da realidade social, a atividade criadora de procedimentos inéditos para a invenção de objetos artísticos, etc. Partindo dessa nova perspectiva, a estética ou filosofia da arte passou a apresentar três núcleos principais de investigação: a relação entre arte e Natureza, arte e humano, e finalidades-funções da arte.

Arte e Natureza

A primeira e mais antiga relação entre arte e Natureza proposta pela filosofia foi a da imitação: “a arte imita a natureza”, escreve Aristóteles. A obra de arte resulta da atividade do artista para imitar outros seres por meio de sons, sentimentos, cores, formas volumes, etc., e o valor da obra decorre da habilidade do artista para encontrar materiais e formas adequados para obter o efeito imitativo. Imitação, aqui, refere-se evidentemente à representação da realidade através da fantasia e da obediência a regras para que a obra represente algum ser, algum sentimento, emoção, fato, de maneira harmônica e proporcional.

A partir do Romantismo, (portanto, após quase 23 séculos de definição da arte como imitação), a filosofia passa a definir a obra de arte como criação. Enquanto na concepção anterior o valor era buscado na qualidade do objeto imitado, agora o valor é localizado na figura do artista como gênio criador e imaginação criadora. Agora, a ideia de inspiração torna-se explicadora da atividade artística: o artista recebe uma espécie de sopro sobrenatural que o impele a criar a obra. Esta deve exprimir sentimentos e emoções muito mais do que representar a realidade. A obra passa a ser considerada a exteriorização do gênio excepcional do artista.

Na atualidade, concebe-se a arte como expressão e construção. A obra de arte não é pura receptividade imitativa ou reprodutiva, nem pura criatividade espontânea e livre, mas expressão de um sentido novo, um processo de construção do objeto artístico, em que o artista colabora com a Natureza, luta com ela ou contra ela, separa-se dela ou volta a ela, vence a resistência dela ou dobra-se às exigências dela.

Neste sentido, o artista é um ser social que busca exprimir o seu modo de estar no mundo na companhia dos outros seres humanos, reflete sobre a sociedade, volta-se para ela, seja para criticá-la, seja para afirmá-la, seja para superá-la

Essa nova concepção corresponde ao momento da sociedade industrial, da técnica transformada em tecnologia e da ciência como construção rigorosa da realidade.

Essa terceira concepção filosófica da arte coloca o artista num embate contínuo com a Natureza e com a sociedade, deixando de vê-lo como gênio criador solitário e excepcional.




QUESTÕES PROPOSTAS:

BLOCO 1

1. Qual a origem da palavra "arte" e o que o termo significa?

2. O que vem a ser a arte em seu sentido geral?

3. Qual a diferença estabelecida no texto entre o técnico e o artista?

4. Qual a relação entre a arte e a realidade?

5. Qual o papel da técnica/tecnologia na arte, hoje?

6. Qual a diferença entre as obras de arte e os objetos técnicos produzidos na atualidade?

BLOCO 2


1.       Qual o significado da palavra “estética”? Quando e por quem o termo foi utilizado pela primeira vez?

2.       Quais os pressupostos da noção de estética formulada nos séculos XVIII e XIX?

3.       Quais os três núcleos principais de investigação da estética ou filosofia da arte?

4.       Qual a diferença entre a concepção aristotélica e a concepção romântica sobre a relação entre arte e Natureza?

5.       De que modo o artista é considerado dentro do pensamento contemporâneo?

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